Nota

Caros/as Professores/as, no ano passado (2012) vivemos uma

21 maio

Caros/as Professores/as, no ano passado (2012) vivemos uma das maiores greves na história da universidade pública brasileira. Tal greve teve como mote principal a defesa de condições de trabalho dignas e também um plano de carreira que respeitasse a categoria de professores e que minimamente fosse atrativa para profissionais e pesquisadores qualificados. Questões essas que já vinham sendo reivindicadas há muito tempo, mas o governo sempre se apresentou indiferente às reivindicações, fazendo discussões superficiais e reiterando promessas que tinham como objetivo protelar tal discussão. Porém, diante de um intenso movimento grevista de professores de todo o país, o governo cedeu à pressão e decidiu iniciar negociações concretas. No entanto, mais um golpe foi dado contra a categoria, uma vez que, o governo apresentou apenas uma correção salarial devido às perdas inflacionárias, e uma proposta de plano de carreira que contém várias armadilhas, devido a um texto extremamente confuso e que remete decisões fundamentais para um futuro grupo de trabalho (por exemplo, critérios de progressão na carreira, reenquadramento dos aposentados, etc.), o qual já havia fracassado anteriormente.

Neste momento a greve ainda era forte no âmbito nacional, pois os professores queriam esclarecimentos acerca da incerta proposta do Governo e proposições acerca das condições de trabalho, que não haviam sido contempladas. No entanto, de maneira desrespeitosa com toda a categoria mobilizada, uma das entidades sindicais (Proifes), aliada ao governo, aceitou e assinou o texto da forma como estava, dando margem à manobra do governo de encerrar as negociações. Assim, os professores decidiram que naquele momento, embora o duro golpe, a greve tinha trazido ganhos, e mesmo sem concordar (assinar) com a proposta do governo, encerrou a greve com a promessa de continuar a luta sempre atentos às armadilhas impostas aos professores. Nos últimos meses a precarização no plano de carreira docente expressa no PL 12.772/2012 ficou muito clara, a partir das críticas explícitas de pesquisadores e professores renomados no Brasil, bem como de associações científicas, como a SBPC, e até mesmo da CAPES.

Numa nova tentativa de iludir a categoria, o governo lança uma medida provisória que aparenta sanar os problemas apontados, mas que na verdade é mais um engodo, mudando apenas as denominações dentro da carreira. Porém, os professores brasileiros estão atentos e dispostos a lutar, tanto que de 20 a 24 de maio haverá uma Jornada de Luta por melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira docente nas IFE com paralisação dos professores no dia 22 de maio. Mesmo assim, na UFG, especialmente no campus de Goiânia, tudo parece estar muito bem. A ADUFG-Sindicato se mantém a parte de quaisquer discussões referentes à carreira e plano de trabalho, “bombardeando” o e-mail dos professores com matérias sobre sede campestre, curso de informática, entre outros. Obviamente, algumas vezes, solta uma nota se vangloriando de conquistas que, ou não existem, ou foram frutos claros da greve ou da pressão de outras entidades e não daquela responsável pelo simulacro de acordo assinado. Assim, algumas perguntas surgem: Será que mais uma vez seremos pegos de surpresa por fatos em relação a nossa carreira que o Brasil inteiro discute e se mobiliza e nós nem sabemos? Será que não nos será dada a oportunidade de discutir ações como a paralisação do dia 22, mesmo que seja para negá-la? Por que, após a greve, a ADUFG-Sindicato convocou assembleias apenas para discutir assuntos administrativos (como os convênios com a UNIMED ou a UNIODONTO), mas não para discutir a carreira dos docentes e as condições de trabalho em Goiânia e Goiás?

Desta forma, cremos ser de suma importância o alerta de que, embora muitos estejam a parte, existem aqueles que brigam pela nossa categoria, prova disso é a jornada de lutas desta semana e a paralisação do dia 22 de maio a qual apoiamos.

Fórum de Mobilização Docente da UFG

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Seu sindicato está preocupado com as suas condições de trabalho?

11 maio

Jornada de Lutas será de 20 a 24 de maio, com dia nacional de paralisação em 22 de maio

20 abr

Setor das Ifes define Jornada de Lutas com Dia de Paralisação em maio

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O setor das Instituições de Federais de Ensino Superior (Ifes) do ANDES-SN esteve reunido em Brasília no último final de semana (6 e 7 de abril) para dar sequência às deliberações do 32º Congresso da categoria e organizar a agenda de lutas do setor. Na reunião, que contou com a participação de representantes de 28 seções sindicais, foram aprovadas três moções e tirados os encaminhamentos que organizam o setor para uma agenda concreta de lutas, articulada com a agenda de atividades do Espaço de Unidade e de Ação e do Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais (SPF). (Confira aqui o relatório completo da reunião)

“Essa foi a primeira reunião do setor depois do congresso e, nela, definimos um conjunto de resoluções para dar conta do que o congresso aprovou para o setor das Ifes, considerando, inclusive, as ações em conjunto com outras categorias de servidores públicos federais e com Espaço Unidade de Ação”, informa Josevaldo Cunha, 1º vice-presidente da regional Nordeste II do ANDES-SN e membro da coordenação do setor das Ifes.

O setor definiu a realização de uma jornada de lutas específica das Ifes, marcada para a semana de 20 a 24 de maio, com dia nacional de paralisação em 22 de maio, por condições de trabalho e reestruturação da carreira. “Neste período devem ser realizados debates, seminários, panfletagem, e lançamentos, em nível local, da Revista Dossiê Denúncia sobre a precarização das condições de trabalho nas Instituições Federais de Ensino (IFE)”, explica Cunha, acrescentando que foi indicado o período de 15 de abril a 15 de maio para a realização de rodadas de assembleias da categoria.

Além das atividades específicas do setor, a reunião também aprovou que serão priorizadas as atividades do Espaço de Unidade e de Ação, como a Marcha a Brasília no dia 24 de abril, e as atividades realizadas em conjunto com outras categorias dos SPF, como a Campanha Unificada 2013, a Campanha pela Anulação da Reforma da Previdência e o Plebiscito contra a Ebserh, que acontece até o próximo dia 15. “Como temos essa agenda fechada até maio, a próxima reunião do setor foi marcada para os dias 24 e 25 de maio, antecedendo a Plenária Nacional da Coordenação Nacional de Entidades de Servidores Federais (CNESF)”, completa Cunha.

Moções aprovadas
A reunião do setor neste final de semana também encaminhou a aprovação de três moções. A primeira delas manifesta apoio ao professor Ricardo Antunes, em defesa de seu pronunciamento proferido no programa Roda Viva da TV Cultura, no dia 03 de setembro de 2012, acerca da greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino. Na moção, os docentes destacam a defesa o exercício do direito à livre manifestação de modo democrático no debate de ideias.

A outra moção aprovada manifesta o repúdio dos docentes das Ifes à abertura de processo administrativo contra a diretora da Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc-SP), professora Beatriz Abramides, por participar de manifestação conjunta com os estudantes no Consun, em 27 de fevereiro de 2013. Na moção, os professores ressaltam que a participação da professora atendeu à deliberação de Assembleia Geral dos professores, realizada no dia 26 de fevereiro de 2013, o que agrava a atitude da administração contra a livre organização e manifestação da categoria.

E, por último, o setor aprovou moção manifestando repúdio ao prefeito de Teresina, Firmino da Silveira Soares Filho, pelo não reconhecimento do direito de greve dos servidores municipais paralisados desde 13 de fevereiro, pelas tentativas de retirada de direitos e por suas ações repressivas contra o movimento.

(Clique aqui para conferir o conteúdo das três moções aprovadas)

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I SEMINÁRIO DO FÓRUM DE MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES DA UFG: AS CONDIÇÕES DE TRABALHO NA UFG

29 jan
  1. O que:
    Seminário Sobre Condições de Trabalho na UFG
    Onde:
    Auditório  da Faculdade de Educação
    Quando:
    29/01; 19:00
    Estrutura do evento:
    Momento 1: Apresentação sobre as Condições de Trabalho no Brasil e na UFG
    •      Angela Mascarenhas (FE)
    •      Augusto Vieira/Alexandre Aguiar (CCG)
    •      Cássio Tavares (FL).
    Momento 2: Depoimentos e relatos sobre condições de trabalho:
    •     Docentes das diversas unidades da UFG
    Momento 3: Debate aberto
Por que é necessário discutir as condições de trabalho?
foto fórum
Observamos nas universidades públicas federais um processo de expansão muito intenso que se inicia com o Programa de Expansão Fase I (2003-2006) e tem continuidade com o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (2007-2012) – REUNI. Esse processo tem representado no cotidiano das universidades a intensificação e precarização do trabalho docente e técnico/administrativo.
           O tamanho da expansão e a forma como tem ocorrido, realmente assustam. É preciso destacar que a mesma tem se dado com uma diferenciação no nível
de intensificação, chamando atenção o aumento exacerbado das universidades do interior. O processo de interiorização e o aumento dos cursos noturnos e das licenciaturas marcam a expansão desde a fase I (em 2003), tendo continuidade com o REUNI.
Vale apresentar alguns dados sobre o crescimento do número de vagas nos cursos de graduação presencial em algumas universidades entre 2006 e 2010 para ilustração: Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – 35%; Universidade Federal do Rio de Janeiro – 43%; Universidade Federal de Goiás – 73%; Universidade de Brasília – 86%; Universidade Federal de Campina Grande – 170%; Universidade Federal de São João Del Rei – 223%; Universidade Rural do Semi-Árido – 253%; Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – 277%; Universidade do Triângulo Mineiro – 313%.
Estes são dados apresentados no Relatório de Acompanhamento do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) produzido pela ANDIFES em 2010. Os números da expansão são astronômicos, especialmente nas universidades do interior e, não por acaso, a precariedade nestes campi adquire proporções astronômicas, tal como ocorre aqui mesmo na UFG nos campi de Cidade de Goiás, Jataí e Catalão.
As dificuldades inerentes ao processo de expansão já estavam apontadas em Relatório do próprio MEC desde o início de sua implantação. No Relatório “REUNI 2008” publicado pelo MEC são destacadas dificuldades de contração de docentes, de oferta de cursos noturnos e de disponibilização dos espaços físicos devido a atrasos nas obras. No tocante a dificuldade de contratação de docentes, nós professores temos pagado um preço muito alto: além da precarização, temos vivido a intensificação de nosso trabalho, que se expressa no adoecimento e na multiplicação de problemas de saúde.
Vale ressaltar que o movimento grevista de 2012 teve como bandeira fundamental a garantia de melhores condições de trabalho, incluindo aí um plano de carreira mais adequado. O Plano de Carreira sancionado pelo governo federal em 31/12/2012 contém vários problemas como, por exemplo: a flexibilização da DE e a remuneração por projetos.
Além disso, não foi estabelecido até hoje um plano e um cronograma para a solução dos problemas relacionados às condições de trabalho.
É fundamental continuarmos mobilizados e lutando por melhores condições de trabalho, elemento imprescindível para a garantia de uma educação de qualidade. Por isso, é muito importante a participação dos professores neste I Seminário do Fórum de Mobilização dos Professores que discutirá sobre as condições de trabalho na UFG.